{"id":119,"date":"2025-01-17T00:08:32","date_gmt":"2025-01-17T00:08:32","guid":{"rendered":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=119"},"modified":"2025-12-23T00:09:06","modified_gmt":"2025-12-23T00:09:06","slug":"familia-numerosa-o-risco-da-distracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=119","title":{"rendered":"Fam\u00edlia numerosa | o risco da distra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Como ser humano que sou e bom representante desta esp\u00e9cie, com uma capacidade imensa para ser espiritual, sempre me inquietou saber se estamos desenhados para n\u00e3o ter mais do que um determinado n\u00famero de filhos. N\u00e3o eu, em particular, mas os pais em geral. A figura de cuidador na nossa esp\u00e9cie humana. Um porco poder\u00e1 ter v\u00e1rias ninhadas. Os c\u00e3es tamb\u00e9m. Nestes dois exemplos, como noutros, as suas crias est\u00e3o pouco tempo com os seus progenitores. Mas nestes casos, ainda que sendo ninhadas grandes, estas raramente se cruzam umas com as outras.<\/p>\n\n\n\n<p>No exemplo da humanidade, somos a esp\u00e9cie que tem a mais longa prepara\u00e7\u00e3o para a vida adulta. E n\u00e3o tem melhorado. Em m\u00e9dia, estamos a sair muito tarde de casa dos nossos pais. Justifica\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas \u00e0 parte, a m\u00e9dia do dito primeiro mundo \u00e9 de pouco mais de 25 anos. Ora, as &#8220;nossas ninhadas&#8221;, e imaginando que \u00e0s vezes s\u00e3o g\u00e9meos ou mais, cruzam-se umas com as outras. E n\u00f3s, seres finitos nas nossas capacidades, vivemos nesta circunst\u00e2ncia de sermos educadores para todas as ninhadas, que coincidem no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado, temos os filhos debaixo da nossa asa por d\u00e9cadas. E os irm\u00e3os, por mais que tenham muitos anos de diferen\u00e7a entre eles, cruzam-se demasiado tempo na fam\u00edlia. Uma alongada conviv\u00eancia no mesmo Lar que me atira para esta sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o &#8220;ser l\u00e1 uma grande coisa!&#8221; Estarmos com os nossos filhos n\u00e3o tem, aparentemente contraindica\u00e7\u00e3o alguma para n\u00f3s. J\u00e1 para eles, estarem em nossa casa, adiando-se na sua vida adulta, quando o que lhes faria bem era estarem a trabalhar na sua autonomia, j\u00e1 me levanta muitas reservas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu entendo que a parentalidade tem uma enorme e importante miss\u00e3o: estar presente com o que, a cada momento, cada um dos nossos filhos precisa. Nem mais, nem menos. Mas na verdade, nem sempre t\u00eam as condi\u00e7\u00f5es para sa\u00edrem de casa\u2026 enfim. Faz parte do nosso crescimento como educadores, sabermos equilibrar isso. Ser\u00e1 f\u00e1cil? N\u00e3o, de todo. Mas \u00e9 nesses desafios constantes que nos tornamos outra pessoa. Mais madura e completa. Mais preparada para os desafios da vida, da nossa, que n\u00e3o param de nos chegar at\u00e9 deixarmos de estar neste plano. N\u00e3o sei se virei a saber o que \u00e9 ser-se pai de um filho com mais de 30 anos de idade e ainda a viver em nossa casa? Nem imagino as disfun\u00e7\u00f5es que isso me poderia provocar. Por um lado, temos de os apoiar sempre, por outro, a tend\u00eancia para os criticarmos quanto \u00e0s suas escolhas, quando estas colidem aparentemente com a &#8220;solu\u00e7\u00e3o&#8221; das suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, consigo antecipar uma s\u00e9rie de outros problemas. \u00c9 que chega a uma fase na vida de ambos, pais e filhos em &#8220;idade avan\u00e7ada&#8221;, em que a palavra educador j\u00e1 n\u00e3o se aplica, ainda que exista um Lar, pais e filhos. Esta rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a mesma. Estamos perante adultos, que t\u00eam direto \u00e0 liberdade de tomada de decis\u00e3o. \u00c0 escolha de fazer asneiras e aprender com os erros. Alguns at\u00e9 j\u00e1 trabalham. Mas, no entanto, continuam numa casa onde as regras, por respeito, s\u00e3o de uns outros adultos, que por um acaso, s\u00e3o os pais, mas que j\u00e1 n\u00e3o querem estar (principalmente) nessa fun\u00e7\u00e3o, e prefeririam estar a ser av\u00f3s e a divertirem-se a &#8220;estragar&#8221; os seus netos.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 aqui que os meus&nbsp;<strong>dois sobressaltos<\/strong>&nbsp;persistem e que este texto ainda n\u00e3o resolveu:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ser\u00e1 que haver\u00e1 um n\u00famero de filhos a partir do qual os pais j\u00e1 n\u00e3o conseguem dar o que cada um deles precisa? e, o outro sobressalto,<\/li>\n\n\n\n<li>ser\u00e1 que haver\u00e1 uma idade limite para se continuar em casa dos pais, ao ponto de estes j\u00e1 estarem a ser uma influ\u00eancia negativa para os seus filhos adultos?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Prefiro, agora, demorar-me no primeiro dos meus sobressaltos. Quanto ao outro, deixo para um outro ensaio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sejamos pragm\u00e1ticos. A aten\u00e7\u00e3o que dois adultos conseguem dedicar a dois filhos \u00e9 completamente diferente da disponibilidade para quatro filhos. A conta parece ser f\u00e1cil. Mas parece haver tantos fatores ainda a ter em considera\u00e7\u00e3o, que eu prefiro ser precavido em vez de saltar para conclus\u00f5es precipitadas. O que \u00e9 isso de darmos aten\u00e7\u00e3o suficiente aos nossos filhos? \u00c9 um conceito nosso, dos psic\u00f3logos ou dos nossos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo o nosso conceito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se formos n\u00f3s a classificar este conceito, colocamos muitas vari\u00e1veis em jogo. Podemos n\u00e3o dar a aten\u00e7\u00e3o suficiente, mas, e h\u00e1 sempre um mas, damos-lhes tudo o que precisam: um lar, roupa, comida, escola\u2026 &#8220;e isso n\u00e3o conta?!&#8221;. Temos tantos dias no ano em que os podemos compensar dos nossos outros tantos dias em que\u2026 n\u00e3o temos tempo, ou n\u00e3o estamos com energia, ou porque a nossa vida tamb\u00e9m conta, ou porque agora n\u00e3o \u00e9 boa altura por estar mal comigo mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Acresce ainda, que cada adulto tem uma certa capacidade ou inclina\u00e7\u00e3o para lidar com a parentalidade. O tal &#8220;jeito&#8221;. O que a um pai custar\u00e1 educar 6 filhos, a um outro bastar\u00e1 apenas um filho para se encontrar ao mesmo n\u00edvel de apneia. Aqui conta muito vivermos em abund\u00e2ncia. Estarmos bem connosco. Talvez assim a nossa capacidade de entrega aumente para n\u00edveis em que sentimos que damos o suficiente e que ficamos com o suficiente tamb\u00e9m para n\u00f3s. \u00c9 um bom sinal, termos a sensa\u00e7\u00e3o que resta tempo e energia para n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo os psic\u00f3logos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se for a ci\u00eancia a classificar este conceito, haver\u00e3o milhentos estudos que apontam para uma escassez de oferta da nossa parte, assim que tendemos para ter muitos filhos. Existe at\u00e9 uma corrente que afirma que o equil\u00edbrio ser\u00e1 de dois para um. Querendo isto dizer, suponho, que a cada adulto, dois filhos. Claro que aqui \u00e9 deixada a porta aberta para as fam\u00edlias que t\u00eam os av\u00f3s por perto. Neste sentido, estamos j\u00e1 a falar de oito filhos a serem equilibradamente educados por quatro adultos ou at\u00e9 mais, dependendo do n\u00famero de av\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra corrente diz, que bastar\u00e1 meia hora de qualidade, por dia, com cada um dos nossos, para eles j\u00e1 n\u00e3o serem futuros sociopatas ou coisa ainda pior. Mas e os desencontros de agenda? Quando essa meia hora de qualidade tem de acontecer num momento em que n\u00e3o podemos de todo? &#8220;Eu tenho meia hora de tempo de qualidade para ti, mas n\u00e3o pode ser agora!&#8221;&#8230; Mas n\u00e3o nos esque\u00e7amos da capacidade dos pais em se organizarem, em terem regras s\u00e3s para todos, em serem eficazes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s distra\u00e7\u00f5es todas que a vida nos oferece, em, e nos tempos que correm \u00e9 um flagelo, n\u00e3o darem aos filhos tudo o que eles pedem e tornam urgente nesses seus constantes pedidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo os filhos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a minha preferida. Segundo as minhas filhas, nunca fiz, n\u00e3o estou a fazer e nunca hei-de conseguir fazer o suficiente por elas. O suficiente, bem-dito, at\u00e9 ao exato ponto em que lhes arranco uma confirma\u00e7\u00e3o que me faria dormir mais descansado: &#8220;\u00e9s um excelente pai!&#8221; O primeiro curso que os nossos filhos tiraram na escola da vida, hoje tenho a certeza disso, foi: &#8220;como viver de m\u00e3o estendida para que se consiga obter metade do que se pediu&#8221; Dando vida a um prov\u00e9rbio bem portugu\u00eas: &#8220;quem n\u00e3o chora n\u00e3o mama!&#8221;. Como seres ego centrados que s\u00e3o, esta \u00e9 a ideia passada constantemente aos pobres pais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, esta \u00e9 uma atitude que felizmente vai sendo abandonada \u00e0 medida que eles crescem. Se n\u00e3o vos acontecer esta esp\u00e9cie de abandono progressivo de personalidade &#8220;t\u00f3xica&#8221;, ent\u00e3o \u00e9 bom que estejam atentos e operem urgentemente algumas mudan\u00e7as. Governar \u00e9 descontentar e por isso, n\u00e3o v\u00e3o atr\u00e1s do que o &#8220;povo&#8221; vos reivindica. O risco \u00e9 aceitarmos esta constante rebeli\u00e3o sem a colocarmos em causa. Se deixarmos que o nosso dia-a-dia assente nesta ideia de sermos constantemente insuficientes, n\u00e3o vamos ficar bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7o pessoas que conseguem gerir muito bem a sua vida, no meio de uma enorme ninhada. Conseguem ter tempo de qualidade para eles, ainda que tamb\u00e9m o entreguem aos filhos todos. Um por um. As regras administrativas de uma fam\u00edlia numerosa, s\u00e3o muito importantes. N\u00e3o que eu pense que um regime militar, no seio de uma fam\u00edlia numerosa, seja a \u00fanica forma de sobreviver. Antes esta ideia de que, se houver regras bem vincadas e seguidas por todos, os filhos crescem em disciplina para a vida. Mas a grande boleia deste &#8220;regime&#8221; \u00e9 a saud\u00e1vel oportunidade de sobrar mais tempo para o Lar, para a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e sentimentos, para se poder atender \u00e0s necessidades de cada um dos que vivem em comunh\u00e3o desse espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 para mim o&nbsp;<strong>Santo Graal<\/strong>&nbsp;das fam\u00edlias numerosas. N\u00e3o se distra\u00edrem de cada um dos filhos ao mesmo tempo que n\u00e3o se podem distrair da rela\u00e7\u00e3o conjugal, do seu parceiro de Lar e deles pr\u00f3prios. Tenho duas raz\u00f5es para saber que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e que me nutre uma profunda admira\u00e7\u00e3o por estas fam\u00edlias. Quantos de n\u00f3s sabe o quanto \u00e9 f\u00e1cil de nos distrairmos da nossa pr\u00f3pria e singular vida. Ou porque andamos a correr ou porque estamos focados em tudo o que n\u00e3o interessa ou n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel. Com ou sem filhos essa \u00e9 uma constante amea\u00e7a a uma vida saud\u00e1vel. Por outro lado, quantas vezes n\u00e3o damos mais aten\u00e7\u00e3o a quem por ela solicita. O risco de nos esquecermos de um amigo ou familiar que n\u00e3o pedindo nada ou n\u00e3o se ouvindo, por preferir estar no seu canto, est\u00e1 em profundo sofrimento interior e a precisar da nossa ajuda.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo numa fam\u00edlia numerosa tende a provocar estardalha\u00e7o. E no meio do barulho \u00e9 muito mais dif\u00edcil estarmos centrados no que \u00e9 mais importante e urgente resolver. No meio do estardalha\u00e7o, qualquer pai bem preparado pode falhar. Pode esquecer-se de estar no exato momento em que um dos filhos precisa que ele esteja.<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto muito do&nbsp;<strong>Princ\u00edpio de Revezamento<\/strong>. Esta \u00e9 uma atitude muito mais forte do que a da reciprocidade. Tendemos a achar que est\u00e1 tudo bem, quando fazemos bem ao outro e esperamos que nos fa\u00e7am bem de volta. N\u00e3o deixa de ser uma boa verdade e o mundo \u00e9 logo um lugar melhor para se estar, enquanto acharmos que esta regra se aplica a toda a gente. Eu olho por ti e tu olhas por mim. Se eu cuidar de ti, sei que vais cuidar de mim, quando precisar. N\u00e3o tendo mal algum, este princ\u00edpio n\u00e3o apela ao altru\u00edsmo. Existe fundamentalmente um interesse objectivo nesta troca. \u00c9 que no Lar, n\u00e3o se cuida bem dos filhos \u00e0 espera que cuidem bem de n\u00f3s quando formos velhinhos. Pelo menos quero acreditar que ser\u00e3o muito poucos os casos em que isso \u00e9 assim\u2026 brutalmente premeditado. N\u00f3s cuidamos dos nossos filhos por ser essa a nossa e inalien\u00e1vel responsabilidade. O lugar que mais ningu\u00e9m pode ocupar. Porque sentimos um prazer imenso em faz\u00ea-lo. E este \u00e9 que \u00e9 o grande exemplo e a grande arma num lar de uma fam\u00edlia numerosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fam\u00edlia que percebe que quando um ajuda um outro, sem esperar nada em troca, sabe que, se todos perceberem isto, o ensinamento que est\u00e3o a passar \u00e9 o de que, todos se inspiram a ajudar quem precisa, numa roda de m\u00fatuo exemplo, que trar\u00e1 de volta, com toda a certeza, o suporte que cada um vier a precisar a cada momento. S\u00f3 assim, passamos de um grupo de pessoas com rela\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o bilateral, as chamadas alian\u00e7as, para um grupo unido, em forma de rede de prote\u00e7\u00e3o. E \u00e9 aqui que se encontra o mais puro altru\u00edsmo. E tamb\u00e9m \u00e9 assim que se ensina o altru\u00edsmo aos nossos filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sermos um pa\u00eds (ainda) muito religioso, n\u00e3o quero deixar de dar este extraordin\u00e1rio exemplo. Existe, no seio da Igreja, uma divis\u00e3o entre a religiosidade ritualista e formal e uma outra mais ligada aos princ\u00edpios do Grande Livro. Diz, esta \u00faltima, que Deus n\u00e3o estar\u00e1 interessado em liga\u00e7\u00f5es diretas com ele. Deus ama-nos nas nossas ac\u00e7\u00f5es. N\u00e3o na ac\u00e7\u00e3o de rezar o ter\u00e7o todos os dias, mas na atitude para com o pr\u00f3ximo. Ver-nos a tratar bem aquele que tamb\u00e9m \u00e9 Seu filho, faz com que caiamos nas suas boas gra\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Sejam atentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como ser humano que sou e bom representante desta esp\u00e9cie, com uma capacidade imensa para ser espiritual, sempre me inquietou saber se estamos desenhados para n\u00e3o ter mais do que um determinado n\u00famero de filhos. N\u00e3o eu, em particular, mas os pais em geral. A figura de cuidador na nossa esp\u00e9cie humana. Um porco poder\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-119","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/119","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=119"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/119\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":120,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/119\/revisions\/120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/regressoacasa.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}