{"id":143,"date":"2025-10-10T00:18:12","date_gmt":"2025-10-10T00:18:12","guid":{"rendered":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=143"},"modified":"2025-12-23T00:21:55","modified_gmt":"2025-12-23T00:21:55","slug":"ser-tolerante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=143","title":{"rendered":"Ser tolerante"},"content":{"rendered":"\n<p>A palavra toler\u00e2ncia em latim, est\u00e1 muito pr\u00f3xima da ideia de suportar algo contr\u00e1rio ao nosso ser, ou com o qual n\u00e3o estamos confort\u00e1veis. E que em termos sociais actuais, significar\u00e1 aceitar conviver com os outros (e com as suas opini\u00f5es), ainda que diferentes das nossas. Criar um espa\u00e7o de seguran\u00e7a entre as pessoas, uma esp\u00e9cie de &#8220;terra de ningu\u00e9m&#8221; onde, l\u00e1 est\u00e1, ningu\u00e9m manda e por isso, espera-se ser um lugar de seguran\u00e7a para todos e onde todos possam expressar aquilo que s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto de ir para este s\u00edtio especial que \u00e9 o de pensar que as pessoas tolerantes tentam de facto entender os outros, dando espa\u00e7o \u00e0s suas opini\u00f5es, mas tendo esta certeza de que n\u00e3o precisam de concordar com os outros para serem aceites. A toler\u00e2ncia reclama para si o destronar do prov\u00e9rbio \u00abquem cala consente\u00bb. Para se ser de facto tolerante, temos mesmo de nos calar para que nos seja poss\u00edvel escutar. Ser tolerante sem parar para ouvir \u00e9 um exerc\u00edcio te\u00f3rico. Uma dan\u00e7a coreografada de palavras v\u00e3s, que, temo, nada t\u00eam de consequente. Ser tolerante \u00e9 um gesto de postura. Uma postura de eleg\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas verdadeiramente tolerantes procuram esmiu\u00e7ar at\u00e9 ao \u00ednfimo pormenor o que \u00e9 dito de diferente em rela\u00e7\u00e3o ao que pensam, mas sem que essa informa\u00e7\u00e3o seja usada contra o outro, em forma de julgamento. Qual gato selvagem \u00e0 espera da sua presa. A pessoa tolerante, arrisco dizer, tem uma certa adi\u00e7\u00e3o \u00e0 ret\u00f3rica e ao discurso argumentativo, encontrando prazer nesse &#8220;confronto&#8221;. Outra das caracter\u00edsticas que encontro nas pessoas tolerantes, \u00e9 o de terem o dom de controlar as suas emo\u00e7\u00f5es, sendo pragm\u00e1ticas ao ponto de conseguirem salientar os pontos positivos e os negativos, sem sair de uma posi\u00e7\u00e3o de profundo respeito por si e pelo outro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<\/p>\n\n\n\n<p>A toler\u00e2ncia, mesmo n\u00e3o sendo uma emo\u00e7\u00e3o ou um sentimento, torna-se um acelerador por excel\u00eancia, da viv\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es e dos sentimentos. Ou seja, a amizade que tenho por outra pessoa, torna-se mais forte, mais prazerosa e engrandecedora, se for com o alto patroc\u00ednio da toler\u00e2ncia. O ser humano tem esta capacidade incr\u00edvel de sentir todas estas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos. Mas a intensidade com que as vivemos, que tantas vezes nos define, leva inevitavelmente \u00e0 polariza\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es. O que poderia ser um prazer vira um inferno. E antes que se opte pelo afastamento entre os pares, o conselho da toler\u00e2ncia parece ser \u00ab<strong>o de aceitar ainda que\u2026<\/strong>\u00bb. O de esperar para ver e aproveitar para mexer com as &#8220;nossas verdades&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como faz\u00ea-lo? E como ser\u00e1 poss\u00edvel nos casos em que me sinto magoado ou desconfort\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Todos n\u00f3s queremos que predominem, no nosso quotidiano, as boas emo\u00e7\u00f5es e sentimentos e n\u00e3o, por oposi\u00e7\u00e3o, as outras que nos agastam. Que nos desconfortam. Desejamos que assim seja, mas sabemos que por poucas vezes ir\u00e1 ser assim. Ora a toler\u00e2ncia pode dar aqui uma grande ajuda, no sentido em que se aproxima de uma ferramenta de sobreviv\u00eancia em sociedade, em comunidade, em fam\u00edlia, para que a vida se torne mais prazerosa. Sem uma aposta na utiliza\u00e7\u00e3o desta ferramenta, comprometemos essa vontade.<\/p>\n\n\n\n<p>A toler\u00e2ncia \u00e9 a terra por arar. Um campo inerte \u00e0 espera de todas as possibilidades. A toler\u00e2ncia e a f\u00e9\/cren\u00e7a desempenham a mesma fun\u00e7\u00e3o nas nossas vidas. Costuma-se cometer este equ\u00edvoco no seio das religi\u00f5es. Separamos as pessoas entre crentes e n\u00e3o crentes. Quando crer ou acreditar n\u00e3o \u00e9 sinal de f\u00e9 religiosa. Acreditar \u00e9 uma capacidade humana. \u00c9 um verbo que significa confiar ou ficar convencido sobre qualquer coisa. A religi\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 presente nesta simples manifesta\u00e7\u00e3o ou movimento de acreditar em algo. Para estarmos a falar de religi\u00e3o temos de conjugar um bocadinho mais este verbo. &#8220;Eu acredito em Deus&#8221;. Acrescent\u00e1mos uma pessoa e um objecto de cren\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Gosto mais de definir a cren\u00e7a como o espa\u00e7o entre duas coisas ou duas pessoas. &#8220;Eu acredito no meu pai&#8221;. Neste caso, duas coisas importantes sabemos: \u00e9 que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre estas duas pessoas; e que uma delas acredita\/confia na outra, sem que haja necessidade de reciprocidade ou que aquela que acredita precise de provas ou certezas acerca da afirma\u00e7\u00e3o que acabou de proferir.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo sucede com a toler\u00e2ncia. A toler\u00e2ncia \u00e9 o espa\u00e7o que est\u00e1 entre duas pessoas que pode ser usado para duas pessoas se entenderem. N\u00e3o tem nada de religioso e n\u00e3o tem nada de sobrenatural ou at\u00e9 mesmo de espiritual. Ser tolerante \u00e9 um comportamento que o ser humano pode usar para entender os outros ou a si mesmo. Com a prolifera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados focados no desenvolvimento pessoal, gosto muito de pensar que o facto de conseguirmos ser tolerantes connosco pr\u00f3prios \u00e9 um enorme feito deste verbo que \u00e9 tolerar.<\/p>\n\n\n\n<p>Somos, quase todos, muito mais exigentes connosco do que com os outros. Tudo aquilo que nos passa pela cabe\u00e7a e que se materializa em frases como: \u00abn\u00e3o sou bom o suficiente\u00bb; \u00abdeveria ter-lhe dito isto\u00bb; \u00abser\u00e1 que vai gostar de mim\u00bb; \u00aba culpa \u00e9 minha!\u00bb, s\u00e3o tudo interioriza\u00e7\u00f5es que t\u00eam muito pouco de auto toler\u00e2ncia. Ora, se a toler\u00e2ncia \u00e9 um ve\u00edculo, deverei em primeiro lugar ser tolerante entre mim e mim, que parecendo a mesma pessoa, n\u00e3o o \u00e9. Todos sabemos, atrav\u00e9s do trabalho de muitos investigadores, que vivemos constantemente na (pelo menos) dualidade. Consciente\/subconsciente, emo\u00e7\u00e3o\/raz\u00e3o, mente\/cora\u00e7\u00e3o, de entre outas muitas dualidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O exerc\u00edcio da toler\u00e2ncia dever\u00e1 mesmo come\u00e7ar em n\u00f3s. Se n\u00e3o formos tolerantes com a nossa forma de errar, afinando a cada erro, aceitando que isso faz parte do caminho para coisas maiores. N\u00e3o sendo t\u00e3o tirano connosco, conseguiremos, quem sabe, n\u00e3o aplicar essa mesma tirania nos outros. A toler\u00e2ncia connosco pode e deve ser usada, ainda que com vigil\u00e2ncia da posologia. O que, em algumas circunst\u00e2ncias, dever\u00e1 ter doses curtas de toler\u00e2ncia, at\u00e9 para nossa sobreviv\u00eancia, noutros casos, podemos usar e abusar da referida dose, para que possamos ter tempo de compreender a fundo o que se passa connosco sem nos violentarmos ao ponto de ficarmos paralisados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mantendo que a toler\u00e2ncia \u00e9 o espa\u00e7o criado entre duas pessoas, que, como tudo, pode ser escasso ou abundante, medeia, quase sempre, esta inten\u00e7\u00e3o de colocar um ponto final nas discuss\u00f5es, selando com um resultado entre ter raz\u00e3o ou n\u00e3o ter raz\u00e3o. Esse \u00e9, talvez, um mau uso da toler\u00e2ncia. Gosto muito de partir de dois princ\u00edpios muito fortes: Um, o de que ser\u00e1 suficiente para mim ouvir e ser ouvido, tirando crescimento pessoal do processo, e outro, o de partir do princ\u00edpio de que o outro est\u00e1 a fazer o seu melhor. Que o outro est\u00e1, dentro de tudo o que \u00e9 e sabe ser, a utilizar a sua melhor vers\u00e3o e a fazer o seu melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que todos partimos, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio, de opini\u00f5es. E se os dois lados partem da premissa que ter\u00e1 de haver um vencedor, isso traz uma press\u00e3o enorme \u00e0 toler\u00e2ncia. Essa &#8220;raz\u00e3o&#8221; que todos gostamos de ter face aos outros &#8220;derrotados&#8221; alimenta-nos o ego. Mas n\u00e3o \u00e9 o ego que nos faz crescer como pessoas. \u00c9 a forma como aceitamos estar com os outros, sem a gan\u00e2ncia da raz\u00e3o \u00e9 que nos permite essa eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem toler\u00e2ncia e acidando a posi\u00e7\u00e3o de cada um, chegamos rapidamente \u00e0 &#8220;mais recente f\u00f3rmula matem\u00e1tica&#8221;: a uma opini\u00e3o corresponde uma raz\u00e3o. \u00c9, chegados a este ponto, que assistimos \u00e0 perigosa e t\u00e3o actual&nbsp;<strong>privatiza\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o<\/strong>. E aqui a raz\u00e3o j\u00e1 aparece como aquilo que poder\u00e1 estar mais perto de estar certo. A universalidade do conhecimento. Passamos a ter, o que eu acho o limiar do abismo entre as pessoas, as m\u00faltiplas verdades, as m\u00faltiplas raz\u00f5es. O caminho oposto da tentativa de chegar a consensos. \u00c9 preciso usar e abusar da toler\u00e2ncia para chegar aos quase sempre imposs\u00edveis consensos. Mas \u00e9 nessa tentativa que nos regozijamos em crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 aqui que detecto um enorme erro de percep\u00e7\u00e3o do Homem. A liberdade total individual de expressarmos a nossa opini\u00e3o n\u00e3o cont\u00e9m, em si, a assun\u00e7\u00e3o de que a nossa opini\u00e3o, por ser nossa e corresponder ao exerc\u00edcio desse direito, \u00e9, por declara\u00e7\u00e3o unidirecional, verdade. Que a minha opini\u00e3o vira lei. A minha lei. E neste reino que \u00e9 o Meu Eu, o planeta de uma s\u00f3 pessoa onde eu vivo, a minha opini\u00e3o \u00e9 soberana. E em vez de todos procurarmos a universalidade das verdades (que s\u00f3 por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil) com a contribui\u00e7\u00e3o de todos, entr\u00e1mos numa era em que a minha opini\u00e3o, por ser a minha verdade defendida com toda a certeza, afasta-nos a todos dessa possibilidade de consensos. Da possibilidade de participa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o de uma humanidade em torno de ideias s\u00e3s, que servem a todos. Uma humanidade mais unida, mas principalmente, mais genuinamente interessada na sua vida pessoal com um enquadramento humano e na humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que isto \u00e9 perigoso?! \u00c9 que agora, que a raz\u00e3o se encontra privatizada, a opini\u00e3o de quem nunca pensou no assunto pesa tanto, ou at\u00e9 mais, do que aquela ventilada por especialistas. Pessoas que viveram uma vida de estudo sobre este ou aquele assunto, s\u00e3o agora acusadas de servirem interesses ocultos, numa viv\u00eancia hollywoodesca das teorias da conspira\u00e7\u00e3o. Nivelarmos estas duas exterioriza\u00e7\u00f5es, fruto deste mundo h\u00edper individualizado e micro empoderado, resulta numa perigosa expans\u00e3o dessa terra de ningu\u00e9m de que falava. \u00c9 que nessa terra de ningu\u00e9m, quando a aposta \u00e9 a toler\u00e2ncia, \u00e9 bom. Quando \u00e9 uma zona de guerra sem regras, \u00e9 um outro mundo completamente diferente, perigoso e oposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto mesmo acontece nas redes sociais. O mais recente caso de uma Terra de Ningu\u00e9m. Essa possibilidade que todos temos de publicar v\u00eddeos no Youtube n\u00e3o vem com a autoriza\u00e7\u00e3o para se publicar tudo o que se queira, mesmo sendo uma aberra\u00e7\u00e3o. Mas onde andar\u00e1 o limite? O que \u00e9 adequado ou n\u00e3o? N\u00e3o sei\u2026 mas a educa\u00e7\u00e3o para a cidadania, quem nos nossos lares quer complementando nas escolas, tem de, aos poucos, preocupar-se com esta converg\u00eancia para o que \u00e9 s\u00e3o. Eu costumo criar uma certa pessoa \u00e0 minha frente a consumir o que estou a dizer: \u00c9 um ser humano, ing\u00e9nuo, meu filho, e que amo muito. Este ser, que \u00e9 o futuro desta humanidade, vai acreditar em tudo o que eu lhe disser. Este \u00e9 o meu enquadramento para refletir antes de escrever ou dizer o que me vai na cabe\u00e7a. A educa\u00e7\u00e3o do outro \u00e9 da responsabilidade de todos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estar abertos ao que os outros nos trazem \u00e9, por simplicidade, a defini\u00e7\u00e3o de toler\u00e2ncia. Discutir acesamente com o alto patroc\u00ednio da toler\u00e2ncia \u00e9 um dos melhores cen\u00e1rios de expiarmos a nossa ignor\u00e2ncia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu acrescento que a toler\u00e2ncia \u00e9 a folga que eu crio para que as ideias e comportamentos dos outros, quase sempre diferentes, possam verdadeiramente mostrar-se na ess\u00eancia em que existem. Somos eternos aprendizes se e s\u00f3 se cumprirmos com esta atitude. Quando Socrates disse, \u00abs\u00f3 sei que nada sei\u00bb, est\u00e1 a usar deste limpar-de-tampo-de-mesa, criando o \u00fanico terreno f\u00e9rtil para a partilha do conhecimento e da sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>A toler\u00e2ncia representa na orat\u00f3ria o lugar das bibliotecas. Quando vamos a estes lugares, sabemos que o que procuramos s\u00e3o as opini\u00f5es de outros em forma de livros. Ningu\u00e9m, no seu perfeito ju\u00edzo, vai a uma biblioteca, pede um livro e depois desata aos gritos a contestar tudo o que l\u00e1 est\u00e1 escrito. Em princ\u00edpio, ainda vamos a esses lugares para ler, com calma, perceber o que o escritor quis dizer, discordar o que houver para discordar e integrar o que houver para integrar. Pois \u00e9 isso que nos muda. Porque \u00e9 isso que procuramos quando entramos numa biblioteca: Queremos sair de l\u00e1 diferentes. Para ficarmos na mesma, o que ainda assim constitui um risco, \u00abh\u00e1 livros para tudo!\u00bb n\u00e3o nos daremos ao trabalho. J\u00e1 algu\u00e9m o disse, \u00abpior do que n\u00e3o ler livros, \u00e9 ler maus livros\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, andamos distraidamente a\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>viver em sociedade, de que tanto necessitamos;<\/p>\n\n\n\n<p>promover encontros com outras pessoas, de que tanto gostamos;<\/p>\n\n\n\n<p>constituir fam\u00edlia, de que tanto sentimos o chamamento.<\/p>\n\n\n\n<p>para depois desconsiderar essas mesmas pessoas, nas suas opini\u00f5es e nas suas formas de viver. A isto eu chamo de um exerc\u00edcio de&nbsp;<strong>profundo suic\u00eddio social<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A toler\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 v\u00edtima do t\u00e3o &#8220;proliferante&#8221;&nbsp;<em>politicamente correcto<\/em>. Quando se manifesta? Bem, um exemplo \u00e9 quando algu\u00e9m calado, em posi\u00e7\u00e3o de ouvir, n\u00e3o estando a ouvir coisa nenhuma, prepara, isso sim, o contragolpe da resposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tolerar \u00e9 uma capacidade humana poderos\u00edssima, que resolve, aliada do tempo, grande parte dos nossos actuais flagelos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveite e\u2026 tolere-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Sejam atentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra toler\u00e2ncia em latim, est\u00e1 muito pr\u00f3xima da ideia de suportar algo contr\u00e1rio ao nosso ser, ou com o qual n\u00e3o estamos confort\u00e1veis. E que em termos sociais actuais, significar\u00e1 aceitar conviver com os outros (e com as suas opini\u00f5es), ainda que diferentes das nossas. 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