{"id":165,"date":"2026-01-23T10:37:29","date_gmt":"2026-01-23T10:37:29","guid":{"rendered":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=165"},"modified":"2026-01-27T10:37:58","modified_gmt":"2026-01-27T10:37:58","slug":"os-filhos-como-pombos-correios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=165","title":{"rendered":"Os filhos como pombos correios."},"content":{"rendered":"\n<p>A energia e a aten\u00e7\u00e3o que colocamos em cada evento ou experi\u00eancia, molda-nos a vida e para a vida. Acabamos por ser, ao fim dos muitos anos que cada um de n\u00f3s vive, a soma dessa for\u00e7a com que olhamos as coisas e para onde olhamos. Somos, devagarinho, sem n\u00f3s mesmos darmos por isso, um ser em constru\u00e7\u00e3o, montado por todas as nossas escolhas, muitas delas sem serem conscientes. E por isso mesmo, dependentes fortemente das sucessivas paisagens a que nos vemos votados, mas que por alguma raz\u00e3o, nos aparecem no radar. Por alguma raz\u00e3o lhes prestamos aten\u00e7\u00e3o. Por alguma for\u00e7a omnisciente l\u00e1 vamos construindo um caminho feito de m\u00faltiplas e sucessivas escolhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre senti uma pergunta muito forte dentro de mim, enquanto me desenvolvia como pessoa: \u201cestarei mesmo a crescer ou s\u00f3 a mudar?\u201d Chegar ao fim do dia cheio de conquistas, nada dizia sobre a resposta a esta pergunta constante. O que dizia, isso sim, \u00e9 que tinha conseguido reagir, corresponder e at\u00e9 inventado respostas, em rela\u00e7\u00e3o aos desafios do dia-a-dia. A minha fam\u00edlia, os meus amigos, a escola, os vizinhos, a comunidade em geral, tinha-me provocado e eu tinha correspondido de uma maneira bastante aceit\u00e1vel. E aceit\u00e1vel, sentia eu, quereria dizer que: n\u00e3o fui preso, multado, enxovalhado, sovado, maltratado, castigado at\u00e9 ao ponto em que n\u00e3o haveria jantar para mim, l\u00e1 em casa. E o relativo sucesso do meu dia era avaliado desta forma grosseira. O que eu queria era ter uma semana inteira assim. E se a vida estivesse a correr mesmo bem, um m\u00eas inteiro e depois, um ano inteiro j\u00e1 com o sucesso escolar inclu\u00eddo. De fora, vinham elogios, mas nada rasgados, de que estaria no caminho certo. Mas o caminho n\u00e3o parecia nada ser o meu.<\/p>\n\n\n\n<p>A inquieta\u00e7\u00e3o n\u00e3o desaparecia ainda que no meio deste relativo sucesso. Os anos passavam. E a mesma inquieta\u00e7\u00e3o: Quanta desta sobreviv\u00eancia imediata estar\u00e1 a comprometer o meu crescimento mais importante. Aquele que se assemelha a evolu\u00e7\u00e3o? E eu, lembro-me t\u00e3o bem, n\u00e3o tinha linhas de orienta\u00e7\u00e3o para sentir uma resposta a isto. Tive uma grande ajuda inconsciente, at\u00e9 para mim, por parte do meu irm\u00e3o, tr\u00eas anos mais velho que eu (e j\u00e1 falecido). \u00c9 que o meu irm\u00e3o Toman\u00e9 nunca se encontrou em paz. Nunca soube resolver todos os exageros do nosso pai. Nunca soube usar aquilo que melhor o definia, para seu proveito. Pelo contr\u00e1rio, destruiu e refutou aos poucos aquilo que nele era inato, extraordin\u00e1rio e que lhe poderia render os tais elogios que eu l\u00e1 ia recebendo. E as \u00fanicas pistas que tinha sobre como levar uma vida em crescendo, eram dadas pela ant\u00edtese aos comportamentos do meu irm\u00e3o. Quando ele fazia uma coisa ou tinha uma atitude, eu estava muito atento \u00e0s rea\u00e7\u00f5es que as pessoas \u00e0 nossa volta tinham. E, nuns s\u00f3lidos e esmagadores 90% das vezes, as rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram boas e nada amigas. O que poderiam ter sido conversas com um jovem que precisava desesperadamente de algu\u00e9m que o ensinasse a ser melhor, tornavam-se em acusa\u00e7\u00e3o, cr\u00edtica e raiva.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim, o meu irm\u00e3o cresceu a gostar de ser o maior rufia da sala. Talvez assim tivesse a aten\u00e7\u00e3o de todos. Talvez assim estivesse preparado para a pr\u00f3xima atitude que iria chocar ainda mais os seus espectadores. Mas por que isto tudo me ajudou? Ao ver que determinada decis\u00e3o do meu irm\u00e3o n\u00e3o resultava perante os outros, eu fazia o oposto. Candeia que vai \u00e0 frente\u2026 o meu m\u00e9rito foi estar atento. O do meu irm\u00e3o, sem ele saber, foi ajudar a moldar a minha vis\u00e3o sobre o mundo e sobre a forma como as pessoas pensavam. Transformei-me num mestre em sobreviv\u00eancia social e familiar. Fui claramente ganhando tempo. Aquele tempo que fica s\u00f3 para n\u00f3s quando tudo \u00e0 volta est\u00e1 apaziguado. O meu irm\u00e3o, n\u00e3o teve essa sorte. Tudo nele e no seu dia, era luta. Contesta\u00e7\u00e3o. Defesa. Contra-argumenta\u00e7\u00e3o. Nada no dia do meu irm\u00e3o Toman\u00e9 era paz, tempo em solitude ou at\u00e9 energia, para procurar essa paz. E quando n\u00e3o temos uma pausa que seja, n\u00e3o conseguimos resolver as nossas lutas mais importantes. N\u00e3o conseguimos olhar os grandes enigmas da vida. Aqueles que interiormente nos lan\u00e7amos e que, se demorarem muito tempo a resolver, v\u00e3o ganhando a for\u00e7a de uma doen\u00e7a infecciosa.<\/p>\n\n\n\n<p>E l\u00e1 cresci evoluindo. Com a sorte de ter encontrado um mecanismo para me deixarem em paz. J\u00e1 de forma semiconsciente, eu entregava o que as pessoas \u00e0 minha volta estavam \u00e0 espera e seguia com a minha vida. Com tempo para a solitude. Com tempo para testar as minhas centenas de ideias por dia, e com energia para implementar aquelas que eu achava serem dignas da pessoa que eu queria ser. Sempre me dividi entre o Presente e a formula\u00e7\u00e3o do meu futuro Presente. E tendo muito materializadas estas duas vidas. Estas duas realidades simult\u00e2neas. Foi, hoje sei, relativamente f\u00e1cil, n\u00e3o deixar entrar o que constituiriam abusos a este futuro Presente. Mas a d\u00favida permaneceu at\u00e9 ao fim: este futuro que agora projecto constituir\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o? S\u00f3 muito mais tarde, quando as minhas op\u00e7\u00f5es, em contrariedade com as opini\u00f5es de quem me rodeava, come\u00e7am a dar excelentes resultados, \u00e9 que pude inaugurar <strong>o pilar da confian\u00e7a<\/strong>. Aquele pilar que se vai fortalecendo na exata medida em que escolhes por ti e o resultado dessa escolha foi, no fim do dia, a que tamb\u00e9m te serviu melhor. Teria sido mais f\u00e1cil ter crescido rodeado de gurus. Que me apontavam os caminhos e que estavam l\u00e1 para as minhas maiores d\u00favidas existenciais. Claro! Conversar sobre a vida e discutir sobre os seus desafios \u00e9 das melhores coisinhas que este convite para vivermos, possui. Um luxo que nem todos t\u00eam a sorte de usufruir. Mas n\u00e3o ter esse luxo n\u00e3o nos castra na evolu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel a que todos temos a hip\u00f3teses de almejar. Tive, muito mais tarde, os meus gurus: o meu tio Jorge. O meu tio Z\u00e9. Alguns amigos com quem tive a sorte de conseguir pactuar, para que cresc\u00eassemos juntos e ao mesmo tempo. Ensai\u00e1vamos centenas de parvo\u00edces, cri\u00e1vamos estes lugares seguros onde tudo nos \u00e9 permitido ser e dizer. Dizer asneiras e estupidezes, s\u00f3 \u00e9 mau quando atirado aos outros. Talvez a \u00fanica diferen\u00e7a para os dias de hoje: N\u00f3s \u00e9ramos apenas asneirentos e est\u00fapidos. Mas o grupo auto regulava-se e n\u00e3o permitia sermos crueis.<\/p>\n\n\n\n<p>A energia e a aten\u00e7\u00e3o que colocamos em cada evento diz mais de n\u00f3s do que outro qualquer mecanismo de aferi\u00e7\u00e3o. Define-nos internamente e define-nos perante os outros\u2026 o que j\u00e1 n\u00e3o ter\u00e1 tanto interesse. Existirmos por n\u00f3s, \u00e9 a verdadeira cenoura. Aprender a visualizar, como se estiv\u00e9ssemos fora do nosso corpo e da nossa vida, aquilo que s\u00e3o os gatilhos que nos picam o rabo e que nos impelem a \u201ccorrer\u201d. Que nos impelem a mergulhar nos desafios, de os abra\u00e7ar, de os cheirar, e de outras actividades mais ou menos er\u00f3ticas, essas sim s\u00e3o As pistas sagradas da vida. S\u00e3o essas que n\u00e3o podem ser contidas. A curiosidade que decorre desses gatilhos, n\u00e3o deve ser mandada esperar. E numa crian\u00e7a, isso resolve-se com menos agenda e mais flexibilidade por parte da nossa vida. No crescimento infantil isso resolve-se com aten\u00e7\u00e3o pura, ainda que por um par de dezenas de minutos, dos pais para com os filhos. A agenda das actividades dos filhos com os pais, tem de ter a mesma import\u00e2ncia (j\u00e1 para n\u00e3o dizer que tem mais import\u00e2ncia) do que qualquer outra agenda da fam\u00edlia. Quando um dos pais brinca ou presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do filho e o outro pai nunca o faz, tamb\u00e9m coloca em desequil\u00edbrio e apela ao conflito interno da crian\u00e7a. Pois que a pergunta que come\u00e7a a crescer no nosso filho \u00e9: \u201cpor que raz\u00e3o sou amado por um e n\u00e3o por outro?\u201d. Estou a simplificar de prop\u00f3sito o problema. <strong>Mas aten\u00e7\u00e3o \u00e9 igual a amor<\/strong>. \u201cSe n\u00e3o tenho a aten\u00e7\u00e3o dos meus pais, o que devo pensar?!\u201d E n\u00e3o devemos, como pais, cometer um dos maiores erros da parentalidade: obrigar os nossos filhos a seguirem o que explicamos com palavras medidas <strong>versus<\/strong>, o que sentem. O que sentem \u00e9 o que fica dentro, a marinar, a crescer no sentido da sua interpreta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da nossa (adultos).<\/p>\n\n\n\n<p>As actividades com os nossos filhos, onde se envolva toda a fam\u00edlia nuclear, s\u00e3o essenciais, de prefer\u00eancia, integrando de vez em quando os irm\u00e3os mais velhos. \u00c9 fundamental para a crian\u00e7a harmonizar e construir um sentimento de perten\u00e7a energ\u00e9tica. Ao ver toda a fam\u00edlia envolvida e sabendo a crian\u00e7a que \u00e9 a mais nova do cl\u00e3, confirma, de forma natural, que a actividade que est\u00e3o a fazer faz sentido para o seu crescimento. Quando irm\u00e3os mais velhos, numa tentativa de afirma\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 s\u00e3o muito crescidos para \u201ccertas brincadeiras\u201d, se recusam a brincar ou a entrar em certos jogos, passam v\u00e1rias mensagens: que querer brincar \u00e9 um estado tempor\u00e1rio; que brincar n\u00e3o \u00e9 algo saud\u00e1vel e muito s\u00e9rio para a nossa vida e crescimento; que os pais o fazem por obriga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o por escolha e divertimento; que \u00e9 melhor querer crescer r\u00e1pido, para deixar de brincar e assim mostrar que j\u00e1 \u00e9 crescido tamb\u00e9m. Actividades em conjunto s\u00e3o o melhor b\u00e1lsamo para a uni\u00e3o da fam\u00edlia e para a aceita\u00e7\u00e3o das diferentes din\u00e2micas que cada um traz e em que cada um se rev\u00ea e tira maior prazer. N\u00e3o vamos estar s\u00f3 a fazer aquilo que nos d\u00e1 gozo. Estamos a fazer aquilo que consegue dar gozo a todos, num compromisso alargado.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o num lar, pela proximidade de todos e pela intimidade a que todos est\u00e3o votados, processa-se esmagadoramente em surdina. A ret\u00f3rica \u00e9 muitas das vezes usada para relatar os nossos dias. Os nossos desejos. As nossas agendas. Os nossos desafios. Apesar de um Lar cheio dessas liberdades ser muito bom, a verdadeira comunica\u00e7\u00e3o opera-se subliminarmente. Quando os pais n\u00e3o comunicam entre si, estes n\u00edveis de abertura e de verdade caem a pique. E n\u00e3o estou a falar de palavras. Estou realmente a falar da energia que n\u00e3o comunica entre todos. Que n\u00e3o \u00e9 entendida. Que \u00e9, muitas das vezes, vetada. Vetar a energia do outro \u00e9 voltar as costas a essa energia que o outro traz. Se eu n\u00e3o tenho tempo ou paci\u00eancia ou estou exausto para lidar com o que eu desconfio ser um estado problem\u00e1tico do meu filho, eu vou evitar lidar com isso. E sempre que existir uma tentativa ou leve aproxima\u00e7\u00e3o do meu filho para desabafar, ou de pedido de ajuda para conversar, eu fujo. Boicoto. Reprimo\u2026 at\u00e9 que passe. O mesmo se passa no casal, como \u00e9 \u00f3bvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os filhos notam que os pais n\u00e3o comunicam, mas ao mesmo tempo, eles precisam que a vida em fam\u00edlia saiba bem, come\u00e7am a servir de intermedi\u00e1rios energ\u00e9ticos. V\u00e3o iniciar um processo de leva e traz de mensagens e energias e, mais preocupante, acabam por perceber que \u00e9 assim que funciona. Ou que pelo menos funciona melhor. Mas os custos para esta crian\u00e7a s\u00e3o elevad\u00edssimos se n\u00e3o for reposto o equil\u00edbrio energ\u00e9tico. Este leva e traz para compor a fam\u00edlia, consome energia e aten\u00e7\u00e3o em \u201cdoses cavalares\u201d. N\u00e3o apenas enquanto esta crian\u00e7a est\u00e1 em casa, essa parte at\u00e9 representa a menor parte do seu dia-a-dia, mas em especial fora de casa, nos seus pensamentos enquanto est\u00e1 na escola e nas actividades desportivas. Esta crian\u00e7a vai continuar pelo dia fora a maquinar estrat\u00e9gias para servir os pais e a fam\u00edlia, para que esta funcione e se aproxime o mais poss\u00edvel da sua idealiza\u00e7\u00e3o de um Lar. O terr\u00edvel no meio disto tudo, \u00e9 que a crian\u00e7a est\u00e1 deslocada no que podemos considerar ser o eixo da sua vida. O natural no seu crescimento \u00e9 estar voltada para a vida, a caminhar determinada, com os seus pais atr\u00e1s, a darem-lhe for\u00e7a. Secundados pelas suas ancestralidades, ainda vivas ou n\u00e3o. Este batalh\u00e3o de gente atr\u00e1s da crian\u00e7a, \u00e9 o que faz sentir de que <strong>tudo est\u00e1 no seu lugar<\/strong>. Claro que ningu\u00e9m no seu perfeito ju\u00edzo pensa que a nossa heran\u00e7a geracional foi e \u00e9 toda boa, positiva e a refor\u00e7ar as nossas capacidades para enfrentar os desafios da vida. Nada disso. Sabemos que recebemos muita coisas, que a seu tempo, vamos ter de resolver. Mas no geral, se tudo estiver no lugar certo, o conforto subconsciente existe.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a crian\u00e7a tem de ir em socorro dos pais e da energia do Lar, volta-se para tr\u00e1s para resolver ou ajudar a resolver. Ora, ao voltar-se para tr\u00e1s, volta-se automaticamente de costas para a vida. De costas para o futuro. Sem estar atento ao caminho que trilha. Ao tal futuro Presente que, quando chegar, exige que a crian\u00e7a esteja forte. E ele chega todos os dias. N\u00e3o espera. E se j\u00e1 \u00e9 bastante desafiante para uma crian\u00e7a, ainda que use todas as suas habilidades, energia e aten\u00e7\u00e3o, singrar, imaginem quando uma boa parte dela est\u00e1 ao servi\u00e7o de algo que n\u00e3o lhe pertence. Est\u00e1 ao servi\u00e7o dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda esta din\u00e2mica agudiza-se ainda mais em tempos de elevadas taxas de separa\u00e7\u00e3o entre os casais. A crian\u00e7a passa a viver sempre ligada ao problema, ainda que, alternadamente viva uma semana com o pai e uma semana com a m\u00e3e. Muitas das vezes os pais separaram-se sem resolverem as coisas entre eles. E a \u00fanica forma mais ou menos decente ou civilizada de comunicarem, \u00e9 atrav\u00e9s dos filhos, com o envio de recados de um para o outro. S\u00f3 o simples facto de um pai dizer ao filho \u201cdiz \u00e0 m\u00e3e que na pr\u00f3xima sexta-feira vai ter de ser ela a levar-te ao futebol, porque o pai vai em viagem de trabalho\u201d, \u00e9 suficiente para cumprir todos os requisitos de Filho-do-tipo-de-Pombo-Correio. \u00c0 luz do seu cora\u00e7\u00e3ozinho, se os adultos n\u00e3o se entendem, ainda que eu seja a inspira\u00e7\u00e3o para se entenderem, ent\u00e3o n\u00e3o me parece nada bem. O que \u00e9 que impede esta crian\u00e7a de sentir que n\u00e3o \u00e9 A raz\u00e3o suficiente para que os pais (que o amam) se entendam? O que acham que isto faz pela autoestima? E n\u00e3o s\u00f3\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a pombo-correio tende a ter baixa autoestima, falta de empreendedorismo para com a sua vida, mais ansioso, mais perme\u00e1vel \u00e0s ideias dos outros, mais conciliador do que \u00e0s vezes deveria ser, mais subtrator ao que ser\u00e3o os seus melhores interesses. Como \u00e9 que isto se poder\u00e1 resolver? Com pais que aceitam deixar de ser crian\u00e7as relacionais. Imaturas emocionais. Que enfrentam as diferen\u00e7as que existem no casal. Que promovem as iniciativas que estejam ao servi\u00e7o de algo superior a eles \u2013 os seus filhos. Pais que t\u00eam de ir urgentemente para o seu lugar de maiores e deixar que os seus filhos possam usar as reservas energ\u00e9ticas e de tempo, para ir com for\u00e7a e dedica\u00e7\u00e3o, para as suas vidas. Pais que voltem a usar o maior dos incentivos: o amor que t\u00eam aos seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Brincar \u00e0 parentalidade, normalmente, tem custos muito elevados para quem n\u00e3o tem responsabilidade alguma no processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sejam atentos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A energia e a aten\u00e7\u00e3o que colocamos em cada evento ou experi\u00eancia, molda-nos a vida e para a vida. 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