{"id":67,"date":"2024-12-13T13:50:48","date_gmt":"2024-12-13T13:50:48","guid":{"rendered":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=67"},"modified":"2025-12-22T16:55:22","modified_gmt":"2025-12-22T16:55:22","slug":"a-importancia-do-lar-nas-nossas-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/regressoacasa.pt\/?p=67","title":{"rendered":"A Import\u00e2ncia do Lar nas nossas vidas"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o posso ser muito rom\u00e2ntico em rela\u00e7\u00e3o a este assunto. Por rom\u00e2ntico tomo aquilo a que \u00e0s vezes assumimos como uma vis\u00e3o meio distorcida da realidade. A import\u00e2ncia dos nossos sucessivos &#8220;lares&#8221; no nosso crescimento \u00e9 para levar a s\u00e9rio. Como o Professor Carlos Neto defende, a brincadeira das crian\u00e7as \u00e9 uma coisa para se levar muito a s\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 isso que eu quero fazer. Falar das coisas importantes da vida, principalmente as que acontecem no seio familiar, mas desconstruindo, da melhor maneira que conseguir, para que ningu\u00e9m fique&nbsp;<em>stressado<\/em>&nbsp;com os temas e, muito importante, n\u00e3o desistam de construir a sua pr\u00f3pria e maravilhosa fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando ao assunto das principais fam\u00edlias que nos influenciaram (diria os nossos v\u00e1rios lares), seguindo uma ordem cronol\u00f3gica.&nbsp;<strong>A casa dos nossos pais<\/strong>. Lugar onde nascemos e crescemos at\u00e9 sermos &#8220;algu\u00e9m&#8221;. Foi aqui que nos constru\u00edmos e nos simul\u00e1mos em tantas primeiras vezes. Com uma tend\u00eancia para nos perdermos, dadas as altera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas a que fomos constantemente testados, mas com o mais alto patroc\u00ednio e prote\u00e7\u00e3o dos nossos pais. A vida no seu primeiro equil\u00edbrio. Aqui vivemos das mais &#8220;violentas&#8221; din\u00e2micas familiares. Andamos a tentar apanhar o norte do corpo que nos suporta, enquanto cumprimos as regras de toda a gente \u00e0 nossa volta. Parece que todos mandam menos n\u00f3s. Dizem-nos, na melhor das hip\u00f3teses: &#8220;Vai, e mostra o que vales e o que queres ser&#8221;, mas sem nos darem sequer uma,&nbsp;<em>uminha<\/em>&nbsp;que seja, ferramenta de sobreviv\u00eancia. Este \u00e9 o primeiro verdadeiro abandono a que somos acometidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segue-se:&nbsp;<strong>O primeiro local de trabalho<\/strong>. Com a nossa tend\u00eancia para mudarmos de emprego frequentemente, falo aqui dos locais de trabalho que se seguiram at\u00e9 termos abandonado a casa dos nossos pais. Tamb\u00e9m s\u00e3o simuladas aqui muitas das rela\u00e7\u00f5es que n\u00e3o deixam de ser verdadeiros primeiros ensaios. Atentando ao que parece ser um&nbsp;<em>karma<\/em>&nbsp;da pr\u00f3pria humanidade: &#8220;A maneira como voc\u00ea faz uma coisa, \u00e9 a maneira como voc\u00ea faz todas as coisas&#8221;, de<em>&nbsp;T. Harv Eker<\/em>, levamos para essas novas rela\u00e7\u00f5es a educa\u00e7\u00e3o que t\u00e3o bem recebemos dos nossos pais. A grande diferen\u00e7a \u00e9 que at\u00e9 agora s\u00f3 &#8220;nos&#8221; t\u00ednhamos testado em ambientes controlados: No nosso 1\u00ba lar, na escola e nas actividades desportivas. E a verdade mais nua e crua \u00e9 que n\u00e3o est\u00e1vamos minimamente preparados. E a nossa primeira atitude, felizmente, \u00e9 a de an\u00e1lise, cautela e de total amistosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o mais importante deles todos:&nbsp;<strong>O lar que n\u00f3s criamos<\/strong>. Mudamo-nos para uma casa. Juntamo-nos a outra pessoa e temos filhos. Quero pensar que esta ainda reine a maioria das inten\u00e7\u00f5es de todos n\u00f3s. \u00c9 agora, neste terceiro Lar, que podemos p\u00f4r em pr\u00e1tica tudo o que aprendemos at\u00e9 ent\u00e3o. Vamos estar novamente a enfrentar pela primeira vez muitos dos mais importante e edificadores desafios. Vamos estar a testar os nossos valores. Vamos estar a perceber, finalmente, que parte da nossa heran\u00e7a geracional funciona bem, neste novo cen\u00e1rio. Vamos nos colocar \u00e0 prova em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 din\u00e2mica de um lugar que foi escolhido por n\u00f3s. Por nossa livre e fervorosa vontade. N\u00e3o temos, pela primeira vez, ningu\u00e9m por perto a quem atirar as culpas de algo que n\u00e3o esteja menos bem. este \u00e9 um enorme desafio, mas, ao mesmo tempo, o maior dos divertimentos. Simular a vida como ela sempre quis ser vivida. \u00c9 altura de nos lembrarmos de que n\u00e3o nascemos ensinados para esta fun\u00e7\u00e3o, mas que com amor e vontade de saber mais, vamos vencendo o dia-a-dia. Vamos ficando a saber, que se nos lembrarmos constantemente do peso dos gestos dos nossos pais, vamos saber o que fazer com os nossos filhos. E isso \u00e9 crescer como ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu, ainda hoje, sinto um poder imenso pelo simples facto de estar sempre a tentar fazer melhor, a cada dia que passa. A fam\u00edlia que eu escolhi merece esse meu esfor\u00e7o. E quando me sinto perdido, vou partilhar com amigos as minhas ang\u00fastias, ou ler um livro ou dois. E enquanto n\u00e3o tiveres uma pista para a resposta, aconselho a n\u00e3o estragar com posi\u00e7\u00f5es limite. Essas, nunca levam nas suas asas o amor. O lar pode ser, num dia mau, a nossa possibilidade de reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuida do teu lar para que ele possa um dia cuidar de ti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o posso ser muito rom\u00e2ntico em rela\u00e7\u00e3o a este assunto. Por rom\u00e2ntico tomo aquilo a que \u00e0s vezes assumimos como uma vis\u00e3o meio distorcida da realidade. A import\u00e2ncia dos nossos sucessivos &#8220;lares&#8221; no nosso crescimento \u00e9 para levar a s\u00e9rio. 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